É possível roubar Música?

É possível roubar música?

"Pode-se falar eventualmente de utilização sem autorização, mas não de roubo." Veja entrevista do prof. Pedro Paranaguá sobre Internet, liberdade de expressão e propriedade intelectual para o Instituto Humanitas Unisinos (IHU):

Direitos autorais são bens não-escassos. Entrevista especial com Pedro Paranaguá - 07/12/2009

“Direito autoral não é uma propriedade tradicional. Direito autoral é composto por bens não-rivais. Ou seja, ao contrário da propriedade material, tradicional, o meu uso, usufruto ou gozo, não exclui o uso de outros”, afirma o professor Pedro Paranaguá, em entrevista concedida, por e-mail, à IHU On-Line.

Ele continua explicando: “Direitos autorais deveriam ser tratados de forma diferente da propriedade material tradicional. Não tem como falar em roubo de algo imaterial. Roubo de uma música. Pode-se falar eventualmente de utilização sem autorização, mas não de roubo. Por quê? Porque roubo ou furto implica a subtração de algo, de outra pessoa. No direito autoral, o autor ou o titular da obra continua tendo o bem, afinal é um bem não-rival”. Afinal, segue ele, “os direitos autorais servem para incentivar a criatividade e a disseminação de entretenimento e cultura. Não o controle. Portanto, temos de pensar se os direitos autorais têm servido para esses fins (criação e disseminação) ou se têm sido utilizados para manter o status quo e o modelo de negócio de poucos (porém poderosos). Parece ser necessário um maior equilíbrio, com remuneração não apenas à indústria autoral, mas também aos autores, bem como uma efetiva disseminação cultural e benefício para os consumidores finais”. E dispara: “A liberdade de expressão é condição essencial para uma sociedade livre, igualitária e rica culturalmente. No momento em que leis de direitos autorais passam a limitar tais expressões, algo está errado”.

Pedro Paranaguá é mestre em direito da propriedade intelectual pela Universidade de Londres e doutorando na mesma área na Universidade de Duke, Estados Unidos. É professor da Fundação Getulio Vargas - FGV-Rio e co-autor dos livros Direitos Autorais (Rio de Janeiro: Editora FGV, 2009) e Patentes e Criações Industriais (Rio de Janeiro: Editora FGV, 2009).

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Qual sua opinião sobre o compartilhamento de arquivos pela Internet? Que comportamento social essa iniciativa evidencia?

Pedro Paranaguá - O compartilhamento via redes peer-to-peer (P2P) é uma tecnologia incrível para a troca de arquivos. É muito eficiente e muito mais rápida. Isso encurta as distâncias e elimina consideravelmente custos na distribuição. Elimina, junto, o papel de intermediários (distribuidores). As redes P2P nasceram no meio acadêmico, para troca de pesquisas científicas. Hoje, como todos sabem, é muito utilizada também para troca de arquivos protegidos por direitos autorais. Por um lado, pode gerar dor de cabeça para a indústria do conteúdo, afinal de contas, ameaça o tradicional modelo de negócio da indústria do entretenimento. Por outro lado, é um inegável avanço tecnológico, além de gerar bem estar social, conforme comprovado empiricamente por recentes pesquisas econômicas da Universidade de Maastricht, bem como em outro estudo independente feito por encomenda do governo holandês.

IHU On-Line - O que muda em relação ao conceito de propriedade e de direito autoral com as novas tecnologias e com a Internet?

Pedro Paranaguá - Esta questão é importantíssima. Por isso começo com uma historinha para ilustrar: se temos um celular e duas pessoas, enquanto uma delas utiliza o celular, a outra não pode usá-lo, tem de aguardar. Se temos a música Stairway to Heaven e duas pessoas (ou mil pessoas), elas poderão escutar a música ao mesmo tempo (ainda que em lugares ou até mesmo países diferentes). O que isso significa? Que direito autoral não é uma propriedade tradicional. Direito autoral é composto por bens não-rivais. Ou seja, ao contrário da propriedade material, tradicional, o meu uso, usufruto ou gozo, não exclui o uso de outros. Tal como no caso do celular. Além disso, direitos autorais são bens não-escassos. Ou seja: o uso contínuo do bem não o diminui, não o desgasta. Portanto, direitos autorais deveriam ser tratados de forma diferente da propriedade material tradicional. Não tem como falar em roubo de algo imaterial. Roubo de uma música. Pode-se falar eventualmente de utilização sem autorização, mas não de roubo. Por quê? Porque roubo ou furto implica a subtração de algo, de outra pessoa. No direito autoral, o autor ou o titular da obra continua tendo o bem, afinal é um bem não-rival. Além disso, você nunca vai perder a propriedade do seu celular, do seu carro ou da sua casa depois de X anos. Já o direito autoral, apesar das várias extensões recentes, tem prazo limitado, o que a propriedade tradicional não tem. A suprema corte alemã, acertadamente, entende que direitos autorais não são uma propriedade tradicional, mas sim um tipo (diferente) de propriedade. As novas tecnologias evidenciaram mais ainda esses fatores de não-rivalidade e não-escassez. O mundo digital mostra que uma cópia ou mil cópias podem ser idênticas, muito baratas e, ainda por cima, não exclui o uso de terceiros.

IHU On-Line - Qual sua visão sobre a pirataria e como ela se contrapõe à questão da propriedade intelectual?

Pedro Paranaguá - Eu prefiro o termo cópia não autorizada. O termo "pirataria" tem cunho emocional e ideológico muito fortes. Remete aos saqueadores (às vezes sanguinários) que eram financiados pela coroa inglesa para subtrair bens de nações vizinhas. Como eu disse acima, a cópia de uma música, ainda que não autorizada, por exemplo, não constitui subtração, portanto, não é roubo ou furto, no sentido estrito da palavra. Não estou, em hipótese alguma, incentivando a cópia ilegal. Mas é preciso diferenciar a retórica propagandista dos fatos reais. Não creio que a cópia não autorizada se contraponha, necessariamente, aos direitos autorais.......


Entrevista com Prof. Pedro Paranaguá
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Blog da ASSIM



Não há o que se falar quanto a situação do músico em seu ambiente de trabalho. Imagine você
exercendo sua arte, sua profissão, e quando você menos espera, passar do papel de mocinho à bandido em segundos. Essa é uma situação comum nos estados onde a Ordem dos Músicos atua. Uma instituição que deveria representar a classe, nada faz, simplesmente cobra anuidades e faz o músico passar por constrangimentos. Num instante você está no palco - no outro você está sendo tirado do palco por fiscais mal informados (e porque não dizer mal formados?) acompanhados por policiais. "E que fique claro, nem a corporação da polícia deve ter conhecimento disso."

Agora, a situação se reverteu. Porém é importante entender o que se passou até então.

A mobilização se iniciou em meados de 2008 em uma das reuniões do Forum Permanente de Cultura de Mato Grosso. A grande maioria dos presentes pertenciam ao segmento musical e isso possibilitou uma maior abrangência nas discussões que ocorreriam mais adiante na reunião segmental para a escolha dos representantes junto ao Conselho Municipal de Cultura de Cuiabá.


Nessa reunião propomos a criação do Forum Permanente de Música do Estado de Mato Grosso, a exemplo de muitos outros estados que já possuíam uma maior articulação social e política. Naquele momento o primeiro passo era a composição de uma comissão para a articulação junto aos representantes dos outros estados - para assim poder obter alguns apontamentos.

Depois de alguns dias já estavam reunidos músicos e agentes culturais interessados em alcançar novas metas. As reuniões do Forum Permanente de Música começaram e mesmo não tendo a participação da grande maioria, fundou bases fortes e iniciou o processo de levantamento das necessidades dos profissionais. O maior problema levantado sem dúvida fora o da arbitrariedade por parte da Ordem dos Músicos em Mato Grosso; em segundo o apoio financeiro aos artístas e compositores locais; a capacitação técnica entre outras.

No meio desse movimento e num momento mais que ideal surge a ASSIM - Associação Independente de Música, fundada por músicos e agentes culturais envolvidos nas reuniões do Forum Permanente de Música. Partindo dessa organização e graças a articulação entre o Instituto Jaguaritê e a associação, a categoria dos músicos pode alcançar uma das metas: ter a liberdade de se expressar através da arte dos sons e assim manter-se na profissão a que escolhera.

Que fique claro, não fomos os primeiros a conquistar essa briga. Antes devemos ter consciência que demourou muito até os músicos se unirem e brigar por algo comum. Esse tem se mostrado o caminho!

"uma das metas agora é fazer todo o estado ter conhecimento dessa liminar, que permite o músico expressar-se artisticamente - ficando desobrigado a pagar a anuidade, bem como a obrigatoriedade de possuir o registro na (des)Ordem dos Músicos."
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Blog do Conjunto de Violões UFMT


Criado com o propósito de divulgar a produção do Conjunto de Violões do Curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal de Mato Grosso. O conjunto é formado por jovens instrumentistas e conta com a direção da Profa. Dra. Teresinha Prada.

Integrantes:

André Bonna
André Chittó
Caio Fernandes
Carlos Eduardo Nogueira
Eduardo Pinheiro
Joel Carvalho
Joelson da Conceição
Jone Luiz
Luciano Campbell
Pedro Bonna
Ricardo Porto
Thiago Augusto
William Ortega
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Música Contemporânea para percussão e eletrônica

Música Contemporânea para Percussão e Eletrônica
dia 26 de fevereiro de 2010 – 20 h – CineSESC
Entrada Franca


Fernando Rocha
um grande nome da percussão

Repertório:

1. Fernando Rocha (Brasil) e Joseph Malloch (Canadá): Duo para pandeiro e laptop (2008)

2. François-Bernard Mâche (França, 1935): Phénix (1982), para vibrafone e ton-tons

3. João Pedro Oliveira (Portugal): Lâminas Líquidas (2002), para marimba e sons eletrônicos

4. Carlos Stasi (Brasil): Canção Simples de Tambor (1990), para caixa solo

5. Fernando Rocha (Brasil): Improvisação para Hyper-Kalimba (2008)

6. Javier Alvarez (México): Temazcal (1984), para maracas e sons eletrônicos


Fernando Rocha é professor de percussão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desde 1998. Em 2008, concluiu o seu doutorado em música pela McGill University (Montreal, Canadá) com pesquisa em performance de obras para percussão e recursos eletrônicos. Fernando Rocha possui também Mestrado em Música pela UFMG e Bacharelado em Percussão pela UNESP. Ao longo se sua carreira, tem se dedicado especialmente à performance de música contemporânea, participando, como solista ou membro de grupo de câmara, de inúmeros festivais internacionais, tanto no Brasil quanto no exterior (USA, Canadá, Argentina, França e Portugal). Também tem colaborado com vários compositores na criação de novas obras, tendo realizado a primeira audição de obras de Almeida Prado, Sérgio Freire, Maurício Dottori, Roberto Victorio (Brasil), Lewis Nielson, Jacob Sudol (USA), Nicolas Gilbert, Geof Holbrook, Brian Cherney, D. Andrew Stewart (Canadá), Javier Parrado (Bolívia) e Mario Alfaro (Costa Rica). Algumas recentes apresentações incluem a performance no Festival Internacional de Percussão (PASIC/2005), em Columbus (USA); performance na Conferência Internacional de Efeitos de Audio Digitais (DAFX-2006), em Montreal (Canadá); palestra na Conferência de Percussão Roots and Rhizomes, realizada na Universidade da Califórnia, em San Diego (2007); palestra/performance no evento “Percussive exchanges” (Echanges percutants! Journées de la percussion du Québec), em Montreal (2007). Em 2007, apresentou também uma palestra/concerto sobre obras para percussão e eletrônica durante o Festival Internacional de Percussão (PASIC/2007). Esta participação recebeu destaque na Percussive Notes, revista norte-americana especializa em percussão. Mais recentemente foi professor de percussão no Festival da UFMG em Diamantina e da Oficina de Música de Curitiba. Também realizou palestras e concertos em Toronto, Montreal, na Universidade de Nova York em Potsdam, no “Sound Symposium”, evento realizado em New Foundland (Canadá), no Festival de Percussão da Patagônia (Argentina) e na 6a. Conferência da SMC (Sound and Music Computing), em Porto (Portugal). Fernando Rocha é endorser da Sabian Cymbals.

Agradecimentos:

Estudos de Cultura Contemporânea – ECCO/UFMT
Departamento de Artes/UFMT
SESC Arsenal.
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Novos Universos Sonoros

NOVOS UNIVERSOS SONOROS


Novos Universos Sonoros é um projeto de gravação de música contemporânea brasileira cujo foco está no uso de instrumentos acústicos e na exploração das novas técnicas instrumentais (extended technique).

Em 2009 o projeto foi realizado pela Unicamp, contando com o patrocínio da Petrobrás e a participação de solistas, orquestras e compositores ligados a 8 Universidades brasileiras.
O projeto contou com a regência e direção artística da maestrina Simone Menezes e com a coordenação do compositor Silvio Ferraz.

Músicos:
Orquestra Sinfônica e Orquestra Jovem da Unicamp
Quinteto Quintal Brasileiro - Luiz Amato e César Miranda (violino), Emerson di Biaggi (viola), Adriana Holtz (violoncello) e Ney Vasconcelos (contrabaixo)

Solistas: Fabio Presgrave (violoncello), Gabriel Marin, Emerson de Biaggi e Tânia Campos (viola), Rogério Costa (sax), Sarah Hornsby (flauta), Nivaldo Orsi (clarineta), Daniel Stein (violino), Fernando Hashimoto (percussão), Martha Herr (voz)

Convidado: Carlos Aleixo (viola)

Compositores: Silvio Ferraz, Tatiana Catanzaro, Guilherme Nascimento, José Henrique Padovani, Tadeu Tafarello, Paulo Zuben, Rogério Costa e Roberto Victorio.

Participação Especial: O projeto contou com a participação da artista plástica francesa Denise Zayan através da obra Les vies éphémères II. 89251. Aquarelle/Acrylique (23 X 15,5).

Mais informações: nidic@unicamp.br


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Marcus Ferrer apresenta Viola em Concerto

Fotos do concerto do violeiro e compositor Marcus Ferrer. A sonoridade da viola de arame é ainda mais envolvente ao vivo. Quem não pode assistir ao concerto, pode adquirir o CD que já está disponível.

No repertório compositores consagrados como: Radamés Gnattali, C. Guerra-Peixe, Heitor Villa-Lobos, Edino Krieger, Frederico Richter, Roberto Velasco, Marcos Lacerda, Jorge Antunes, Marisa Resende e o nosso estimado professor Roberto Victorio.


Segundo Ferrer:
"...o concerto desta noite fecha um ciclo que se iniciou em 2004 com minha vinda à Cuiabá onde me apresentei durante a I Bienal de Música Brasileira Contemporânea".




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Mostra de Música SESC 2009


No dia 12 de dezembro acontecerá a apresentação das composições selecionadas na 2ª Mostra de Música SESC-MT, às 20h no Jardim Central. Todos os espetáculos terão entrada gratuita.

Dentre as selecionadas estão as músicas dos acadêmicos Joelson da C. Leite e Estela Ceregatti.

Vale a pena conferir!


QUANDO?


Mais informações acesse:
Sesc Mato Grosso


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Coral Infanto-Juvenil da UFMT


O Coral Infanto-Juvenil da UFMT e o Coletivo Ninhal se apresentam hoje, no Teatro Universitário, às 20h30. O espetáculo, denominado "Afro-Luso-Tupiniquins: Viagem Sonora Brasileira", é resultado de uma pesquisa feita em conjunto pelos dois grupos. "A proposta do show é entrar no mundo da cultura popular", informa a supervisora do coro, Naise do Vale Santana.

O espetáculo faz parte das comemorações dos 39 anos da UFMT, e leva ao público músicas regionais brasileiras que manifestam as tradições populares, como danças, lendas e costumes.

A apresentação estará sob a regência de Adonys Aguiar, que divide com Marília Cortez, a responsabilidade pelo roteiro, pela direção cênica e pela iniciativa da fusão dos dois grupos para a realização do espetáculo. Juntos eles somam, 57 integrantes, sendo 36 do Coral Infanto-Juvenil e 21 do Coletivo Ninhal.

Adonys Aguiar - regente do coral infanto-juvenil

Essa é a primeira apresentação do Coletivo. "O grupo foi formado este ano por iniciativa de coralistas de Cuiabá que já desenvolveram outros trabalhos no meio artístico, em conjunto", explica o regente.

O ingresso é um quilo de alimento não perecível que deve ser trocado com antecedência no Centro Cultural da UFMT em horário comercial. Os alimentos arrecadados serão doados à Campanha "Natal das Crianças" do Governo do Estado de Mato Grosso.


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Marcus Ferrer lança CD "Viola em Concerto" na UFMT

Compositor, violeiro e violonista, Mestre em Composição pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ. Doutorando em Teoria e Prática da Interpretação na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro-UNIRIO. Em 1987 foi um dos fundadores e integrantes da Orquestra de Cordas Brasileira. A O.C.B. ganhou três prêmios Sharp: melhor grupo de música instrumental e melhor disco de música instrumental (1991); e melhor disco de música instrumental numa gravação com Chiquinho do Acordeon e Raphael Rabello (1992). Desde 1991 vem participando, como compositor, da Bienal de Música Brasileira Contemporânea, a maior e mais importante mostra de música de concerto no Brasil. Suas obras já foram tocadas também nos Estados Unidos, na Dinamarca, na França e em Portugal. Em 1999 gravou com a Camerata Brasil o CD Bach em Brasil (EMI) com obras de Bach, principalmente. A Camerata fez concertos em Londres e excursionou por Portugal, onde o CD foi considerado um dos melhores lançamentos do ano no gênero. Em 2001 lançou seu primeiro CD como solista e compositor. O trabalho obteve elogios dos mais diferentes artistas como Edino Krieger, Ronaldo Miranda, Guinga, Marco Pereira e Rildo Hora. Gravou, em 2004, com o grupo Música Antiga da UFF (Universidade Federal Fluminense) o Cd "Medievo-Nordeste, cantigas e romances" como músico convidado, unindo a viola aos instrumentos antigos. Em 2005 obteve o 3º lugar no II Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola com sua obra Toada Serra Mar . Gravou, em Dez.2007, o Cd "Modinhas Cariocas" em comemoração à chegada da Família Real.


Músico lança CD “Viola em Concerto” no Auditório do Instituto de Linguagens/UFMT

Habitualmente usada em música popular – nas modinhas mineiras ou no cancioneiro sertanejo -, a viola debuta no ambiente erudito pelas mãos do músico Marcus Ferrer. Atendendo a uma encomenda dele, diversos compositores da música erudita contemporânea brasileira criaram obras especialmente para a viola caipira, que resultaram no CD independente “Viola em concerto”, projeto com realização da Pro-arte Seminários de Música e patrocínio da Petrobras. O repertório do álbum e outras peças compostas para o instrumento serão apresentados ao público no dia 10 de dezembro, no Auditório do Instituto de Linguagens da Universidade Federal de Mato Grosso, no concerto solo que Marcus fará com o instrumento a que se dedica há quase duas décadas.


Data: Dia 10 de dezembro – 19h30

Local: auditório do Instituto de Linguagens – UFMT.

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Último dia do curso de Análise Musical

No último dia de aula o compositor e professor João Pedro Oliveira esteve aberto a responder todas as dúvidas decorrentes do curso de análise; explicou quais os procedimentos composicionais das suas peças apresentadas no concerto; ouviu e orientou os compositores/acadêmicos da UFMT e ainda abordou modelos de interação entre imagem e som.

O curso foi oferecido como disciplina do programa de Mestrado em Estudos de Cultura Contemporânea, ECCO-UFMT.


João Pedro Oliveira (Portugal)
modelos de interação entre instrumentos e eletrônica


orientando alunos da UFMT


análise da Música do séc. XX


o compositor abordou modelos de interação entre imagem e som


audição das obras de autores de Mato Grosso (Núcleo de Composição da UFMT)
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Concerto de Música Eletroacústica

Uma realização do Instituto de Linguagens e do ECCO - Estudos de Cultura Contemporânea. No concerto obras acusmáticas de João Pedro Oliveira, Daniel Barreiro e Cristina Dignart; e videos de Paul Rudy, João Pedro Oliveira/Takagi Masakatsu e Dennis Miller.

Passagem de som e últimos ajustes para a espacialização em oito canais.




últimos ajustes



Cristina Dignart, João Pedro Oliveira e Ticiano Rocha
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UFMT recebe o compositor João Pedro Oliveira

Professor João Pedro Oliveira explicando a teoria analítica da música do séc. XX

Após 5 dias de aulas no Mestrado em Estudos de Cultura Contemporânea na UFMT, compositor mostra parte de sua obra

O renomado compositor português João Pedro Oliveira, detentor de inúmeros prêmios internacionais, é a figura principal de um concerto de música eletroacústica realizado pelo Instituto de Linguagens e Mestrado em Estudos de Cultura Contemporânea da UFMT. O concerto será quinta-feira, dia 03 de dezembro, às 19 horas no auditório do Instituto de Linguagens – UFMT.

É difícil dizer o que é exatamente a música eletroacústica (ME), principalmente não sendo músico, acredito eu. Apesar de já ter participado de concertos de ME, não me obstei a uma consulta básica ao Google. Com o apoio da UFRJ ficou mais claro, apesar do termo não constituir um significado fechado tipo fastfood.

Em uma matéria aqui no DC Ilustrado mesmo sobre a Bienal do ano passado falamos um pouco sobre a ME. Recapitulando: A ME normalmente é feita em estúdio (mesmo que isto não diga muita coisa), é apresentada geralmente, em concertos, gravada em suporte magnético: fita, DAT, HD ou qualquer outro meio de armazenamento e reprodução. Todavia muitas obras eletroacústicas são mistas, ou seja, têm a participação de instrumentistas. Um concerto de ME é preponderantemente acústico. As composições são difundidas em concerto através de dispositivos de amplificação e reprodução que privilegiam o preenchimento, a espacialização e a projeção da música na sala: este trabalho é a sua interpretação. Isto inclusive fez alguns estudiosos sugerirem o nome de “música acusmática” para substituir o desgastado termo “eletroacústica”.

Depois deste longo parêntese a recomendação é fechar os olhos e ouvir, mesmo que a princípio você se pergunte, mas será isso música mesmo? Como o fazem algumas pessoas ao observar a arte contemporânea. Parece que a contemporaneidade esta sob o signo da desconfiança e incompreensão típicas da vanguarda.

Voltando a João Pedro, após cinco dias de concorridas aulas no Mestrado em Estudos de Cultura Contemporânea na UFMT (ECCO), o compositor e catedrático da Universidade de Aveiro (Portugal) apresenta parte de sua obra em um concerto de ME. Sua trajetória musical é representativa de um compositor brilhante e de carreira internacional, cujos estudos iniciados em Lisboa se estenderam a Nova York, culminando em dezenas de encomendas e prêmios para suas composições em países como Alemanha, Bélgica, Estados Unidos, França, República Checa, México, Portugal e aqui no Brasil (São Paulo).

Demonstrando ser um compositor cujo grande interesse é a estética musical contemporânea de pesquisa constante, João Pedro busca resultados sonoros que atinjam onde a mão do homem não possa alcançar, e vice-versa, onde a máquina não consiga a expressão possível, daí a ênfase num jogo de interação nessa música feita entre meios tradicionais e o que há de mais atual em meios eletrônicos: softwares e instrumentos musicais em uma simbiose que se interpõe entre os sentidos, uma percepção que já não é mais tão clara do que é homem do que é máquina, uma zona intermediária e pouco explorada, trabalhada com o mesmo interesse que séculos atrás faria compositores arrojarem-se em novos procedimentos que depois entrariam para a História da Música.

O concerto tem entrada gratuita e conta ainda com obras dos autores estadunidenses Dennis Miller e Paul Rudy e dos brasileiros Daniel Barreiro (Universidade Federal de Uberlândia) e Cristina Dignart, professora do curso de Música da UFMT. Uma oportunidade rara para se manter por dentro da Arte de hoje.



O Criador

João Pedro Oliveira iniciou os seus estudos de música como aluno do Centro de Estudos Gregorianos, tendo continuado o seu trabalho no Instituto Gregoriano de Lisboa. A partir de 1978 começou a dedicar-se à composição e, de 1985 a 1990, esteve nos Estados Unidos com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian e da Comissão Cultural Luso-Americana, tendo estudado no Brooklyn College e na Universidade de New York em Stony Brook, onde concluiu dois Mestrados e um Doutoramento em Música. É professor catedrático na Universidade de Aveiro, onde ensina Composição e Música Eletrônica.

Entre seus principais prêmios estão: Prêmios Magisterium no Concurso de Música Electroacústica de Bourges em 2007 e 2008; Giga Hertz Award. 2008; 1º Prêmio do Roma Soundtrack Competition (Itália) em 2007 e ainda os primeiros prêmios nos concursos de Yamaha-Visiones Sonoras (México) em 2007; Música Nova (Praga) em 2005 e 2007; Metamorphoses (Bruxelas) em 2006 no Internacional de Música Electroacústica de S. Paulo em 2005, e muitos outros. (Com Assessoria)

Fonte: Claudio de Oliveira (Da Redação do Diário de Cuiabá)
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